Existem dores que começam ainda na infância e acompanham a pessoa por muitos anos, silenciosamente. Feridas emocionais profundas, palavras duras, rejeições, medos e perdas que acabam moldando pensamentos, sentimentos e comportamentos ao longo da vida. Esta é a história de ALFSANTOS, uma mulher que enfrentou grandes batalhas emocionais, mas que decidiu lutar pela sua cura.
ALFSANTOS cresceu em um lar marcado por muito barulho, discussões constantes e gritarias. Desde muito pequena, conviveu com agressões físicas e emocionais quase diariamente. Em meio a esse ambiente difícil, ela nunca conseguiu entender o motivo de sentir tanta tristeza, irritação e confusão dentro de si.
Durante muitos anos, viveu enfrentando mudanças constantes de humor, crises de estresse, pensamentos acelerados e uma sensação permanente de vazio emocional. Os relacionamentos sempre foram difíceis, e ela nunca conseguia se sentir verdadeiramente bem ou em paz consigo mesma.
Mesmo carregando tantas dores, existia dentro dela uma esperança silenciosa. Sonhava em ter uma vida leve, feliz e estável. Desejava construir uma família saudável, concluir seus estudos, conquistar estabilidade financeira e viver em paz.
Porém, as palavras que recebia dentro de casa destruíam lentamente sua autoestima. Sua mãe, que deveria ser sua principal referência emocional, muitas vezes dizia que ela nunca conseguiria amar ninguém. Essas palavras fizeram com que ALFSANTOS crescesse acreditando que havia algo errado com ela, como se fosse um “monstro” incapaz de ser amada ou de amar.
Além disso, sentia constantemente que nunca era suficiente. Seu avô demonstrava mais carinho e preferência pela prima, e isso machucava profundamente seu coração. Muitas vezes chorava escondida, tentando compreender por que se sentia tão rejeitada. Quando buscava apoio emocional, frequentemente recebia mais repreensões e críticas.
Com o passar do tempo, iniciou um relacionamento amoroso e se entregou completamente a essa pessoa. Pela primeira vez, sentia que talvez pudesse encontrar acolhimento e segurança emocional. Porém, mais uma vez, a vida lhe reservava uma dor profunda.
Seu namorado começou a apresentar problemas de saúde, mas nunca explicava claramente o que estava acontecendo. Ia sozinho às consultas médicas e não permitia que ela o acompanhasse. Até que um dia saiu para uma consulta e não voltou mais para casa. Foi internado e permaneceu hospitalizado até o fim da sua vida.
ALFSANTOS viveu um dos períodos mais difíceis de sua história. O sofrimento emocional foi tão intenso que ela perdeu completamente o rumo da própria vida. Quando conseguiu visitá-lo no hospital, ele já não conseguia mais conversar com ela. A dor daquela despedida silenciosa destruiu emocionalmente tudo o que ainda restava dentro dela.
Após sua morte, ALFSANTOS mergulhou profundamente no sofrimento. Passou a viver sem perspectivas, perdeu o interesse pela vida e tentou preencher sua dor através da bebida, drogas e outros comportamentos destrutivos. As noites se tornaram vazias, os pensamentos confusos aumentavam, e a esperança parecia cada vez mais distante.
Foi então que, em setembro de 2025, sua vida começou a tomar um novo rumo.
Ela foi apresentada ao terapeuta Adevilto Pereira, iniciando seu processo terapêutico através do protocolo da TRG. No início, tudo parecia muito difícil. Em várias sessões pensou em desistir, porque revisitar suas dores fazia com que emoções intensas viessem à tona novamente.
Mas, com acolhimento, paciência, escuta e dedicação, pouco a pouco ALFSANTOS começou a perceber mudanças dentro de si.
A cada sessão, algo começava a ser reconstruído.
O estresse constante foi diminuindo.
As noites sem dormir começaram a desaparecer.
Os pensamentos confusos perderam força.
As emoções passaram a fazer sentido.
Ela começou a compreender que muitas das suas reações emocionais eram consequências das dores acumuladas desde a infância.
Ao longo do processo terapêutico, foi se fortalecendo emocionalmente. Aprendeu a lidar com seus momentos difíceis, desenvolveu mais equilíbrio emocional e passou a enxergar a si mesma com mais valor.
Uma das maiores vitórias aconteceu quando conseguiu enfrentar uma das relações que mais lhe causavam medo: o relacionamento com sua mãe.
Durante muitos anos, ALFSANTOS viveu intimidada emocionalmente, sem conseguir expressar seus sentimentos. Porém, fortalecida pela terapia, chegou o momento em que conseguiu conversar de forma firme e madura. Pela primeira vez, conseguiu se posicionar sem medo.
E aquilo que parecia impossível começou a se resolver.
Hoje, ela consegue conviver melhor com sua mãe, com mais equilíbrio e menos sofrimento emocional.
Sua história mostra que, mesmo depois de anos de dor, abandono emocional, perdas e traumas, ainda é possível recomeçar.
A cura emocional não apaga o passado, mas fortalece a pessoa para que ela não continue sendo destruída por ele.
ALFSANTOS descobriu que não era um monstro.
Descobriu que era apenas uma mulher ferida, que precisava ser acolhida, compreendida e tratada emocionalmente.
E, acima de tudo, descobriu que ainda existia vida, esperança e força dentro dela.
“Existem dores que ninguém vê, batalhas que ninguém imagina e feridas que palavras nunca conseguem explicar. Mas quando alguém decide enfrentar sua própria história com coragem, a cura começa a acontecer. Toda transformação começa quando alguém escolhe não desistir de si mesmo.”